sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aniversário




Morri um pouco hoje
Amanhã tenho que renascer
Talvez isso seja reencarnação
Nascer de novo na mesma carne
Todos entenderam errado
Até porque acreditam que estou viva
Amanhã eu reencarno
E serei um novo ser
Mesmo tendo morrido hoje
Logo ao acordar tenho que reaprender tudo
Num instante de segundo
Que me transporte a todo tempo que já passou
E me traga aqui
Mas renascida
Outra
Estranha
Esquecida
Hoje choro
Porque me amava
Só eu sei que morri
Pois minha carne
Reencarnada
É a aparência
Confortada
A todos que acham que me conheciam
E que nem ao menos sabem
Que eu já morri um dia

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ex-turbador




A palavra me violentou
Penetrou-me sem autorização
Estuprou os sentidos
Violou a mediação
E me rasgou inteira
Eu possuí a palavra
Sem autorização
Sem uso compartilhado
O erro grafado
Da palavra escrita
Trouxe à tona
Na grafia e no som
Violência explícita
O proibitivo “pornograenfiou”
E neste caso
Foi “estrupo” mesmo
Pois também estripou



domingo, 20 de novembro de 2011

MENtolado



Arte documenta

Dou cu menta

Dê o cu e minta

Refrescância

Arde menta

Coll Fresh

Cu fresco

Frescu

Frescura

Todo mundo tem

No fundo

Todos têm ranhura






Ludmila oze
ERVA DOCE



Proibido fumar



Consumir na forma de chá


EXPELIR AO URINAR

domingo, 6 de novembro de 2011

sopro




Tampando um buraco com poeira
O vento bateu
Espalhou tudo
E a cratera me sorri faceira

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

POEMA LATINO


La sangre corriendo
Palabras latinas
Un corazón latiendo
Ojos de un azul llorando
Pecho duro
El tiempo muriendo
Olvido la música
Escuchando el dolor
Presencia tuya
Dientes rectos
Sin puntas
Capítulo uno
Te quiero pajarito
Para volar en mi pecho
Mismo en secreto
Sin miedo ninguno
Te doy mi vida
Para que dibujes
Una nueva realidad
Sin tiempo o espacio
El mundo a caminar
En nuestros pasos
Sin lugar para llegar
Pues todo que hay
Soy yo en tus brazos

domingo, 23 de outubro de 2011

Ode a so(m)brinha



Eu nego a sina já escrita
E invento uma nova história
Com menos sofrimento e mais glória
Onde a vitória não é solitária
Eu nego a sina já escrita
Para ser a mocinha
Que ganha um beijo no final
Princesa de calças atrás de um príncipe assustado
Que sonha acordado e crê que se beijar pererecas no brejo
Um dia o amor verdadeiro o arrebatará
Pobre príncipe enganado
Eu vim para te salvar
Reinvento a história e crio uma nova sina
Onde a princesa de calças é na verdade a menina
Que ouve a trama e ao príncipe ama
Dorme sozinha e escreve uma vida
Onde será princesa, perereca, príncipe e menina destemida

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sonrisal ou A rosa brigou com o cravo?




O rapaz diz
Que da fruta
Comeu até o caroço
Mal sabe ele
Que só de ver a carne
Não se rói o osso
Hombridade
É o que esperava deste moço
Que da sua polpa
Só pôde me dar desgosto
Minha mãe já dizia
Maçã podre
Apodrece o cesto
Cesto inteiro podre
Apodrece o doce
O doce que como no dito
Acabou-se
Azedume da lembrança
Fruta madura na mão de criança
Só pode resultar lambança!
Quanto ao caroço (de manga - coração de boi)
Tomara que saia
Íntegro
Do processo digestório
E que não seja apenas
Uma mera diferença vetorial
De um supositório!

terça-feira, 7 de junho de 2011

O cravo brigou com a rosa?

Disse a rosa falante à planta carnívora:
Me coma, me coma, não me deixe ser sua amiga!
E a planta assustada buscava então algum romantismo
Enquanto a rosa aberta cuspia e gruía:
Me coma sem dó, vamos vá logo,
ouça e execute o apelo que lhe rogo!
Era muita pressão para um organismo do reino vegetal
Cuja pseudo-dentição só havia destroçado
toda classe desqualificada de pequeno animal
Mosca, mosquito, formiga, pulgão
Sabia bem como comer
Mal terminava a digestão
E já mirava outro ser
Mas uma rosa
Tão formosa
De tamanha perfeição
Que lhe implorava fogosa responsável atuação
Decepcionava a planta que dela esperava alguma afeição
A rosa sem rodeios falava ao sentimental comedor:
Não me queres? Não queres saber o gosto do meu odor?
À sua boca dentada me entrego, sem rodeios
Sem nenhum amor
Venha me mastigar, me despetalar, me sorver, me sugar
Acabe com meu ser
Nunca vi planta carnívora com frescura pra comer
Engula seu amor, seu afeto, seu querer
O que desejo é imoral, não me interessa a beleza
A nobreza do teu ser
Só abra a boca e me faça
Igual a mosca que você traça
A planta não conseguiu
Pois tamanha sorte
Travou-lhe o maxilar
E não permitiu o tão sonhado bote
A rosa linda, cheirosa e sedenta
Que todas as criaturas desejam
Continuou a ser o que se espera dela
Um símbolo intocável de beleza.


 

sábado, 28 de maio de 2011

Pós-mulheridade

Fui etéreosexual
Mas já passou


Pessoalmente
Acho os étersexuais
Conservadores


Os etnólogosexuais
phalocêntricos


Os ETsexuais
Muito ousados



E os Etceterasexuais
Continuam sempre lógicos



Procuro mesmo
Um eternosexual
pois tenho desejos
tal qual o poeta:
que não seja imortal
posto que é chama
mas infinito enquanto dure(o).

sexta-feira, 20 de maio de 2011




Ciclosmetricosretrogrados
Amorexistiumdia
Numdiaciclico
Nossosafetosmetricos
Tornaramoamoretrogrado
Confusosãomeusentidos
Confusãonamenteciclica
Valore(se)xistem
Sãoretrogradosdoquefui
Sãosaudososdoquequis
Acreditarquejasenti
Porquesabiaoqueramar
Seoamoreociclo
Querorecomeçarsemetrica
Semconceitualconsensual
Semsersosentidosentindosentidassim

sábado, 14 de maio de 2011

Não
A ti
Afeto
De(s)
Infecto
Pré
Sinto
De (s)
Afeto
Não
Sinto
Dor
De
Mais
Algo

Mais
Nada
Certo

Adeus
Há?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não me deixem ser mal interpretada!!!!!



video



Baby, do you understand me now?
Sometimes I feel a little mad
But, don't you know that no one alive can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
'Cause I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood...

sábado, 9 de abril de 2011

Por pouco...


Eu que sou quase

Quase magrela

Quase que sou bela

Minha quase vitória

Nossa quase história

Quase tenho fé

No nosso quase amor

Até que um dia

Quase a gente case

Quase tenhamos filhos

Quase envelheceremos

Por um pouco

Quase que fomos a mesma coisa

Desta quase gente

Quase tudo igual

A não ser por estarmos cientes

Que nunca chegaremos ao nosso quase final ...

sábado, 26 de março de 2011



Cintia sentia

Era bonito quando as meninas riam
Riam as meninas da vida
Não importava onde estavam
As meninas sorriam
E como já dizia a música bela
A mocidade era assim vivida
Hoje acordei sorrindo
Levantei me lembrando dela
Ontem ela me ligou
Pra saber da vida
Pra saber se eu ria
E o meu coração sorrindo
Sabia que logo ali estava ela
Logo ali é só sentir
Logo ali é logo aqui
Sabiam as meninas
Por isso riam
Da mocidade que nunca se perdeu
De um sorriso que de tão dela era meu.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Almaresia sombria
Sóbria minha alma esquecia
Maresialma minha
Sombra do som que assovia
Alma sem brio
Som sublime
Sombrio
Soul bright
So bring me
The sun

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMim


Minar a resistência
Mais que: Mimar a existência
Meamar Memimar Memirar Meminar Meninar
Meminha Menina Metonímia Metotua

Metafísica
Medá Medo
Metortura Metontura Meteoro Mealinha

Meadoro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

AMador

Amedrontador
Ame
Outra
Dor
Ou
Não
Me
Ame
Don’t
Não me amedronte!