sábado, 8 de setembro de 2012

DESCEPSHIÇÃO

Era moça bonita
Sem o dente da frente
Falava e assobiava
Que decepção!
Que descepshição...
Rapariga tão bela
Uma falta tão aparente
Com um sorriso sombrio
Que decepção!
Que descepshição...
Eu sorria com trinta e dois dentes
Devia ter uns trinta só na parte da frente
A menina não gostava da minha dentição
Que decepção!
Que descepshição...
Desdentada
 Sem senso estético
Como não elogiar
Minhas pérolas
meu protuberante maxilar!
Como ousa sorrir sem dentes para mostrar?
Menospreza anos de investimento em escovação
Que decepção!
Que descepshição...
Quis dar-lhe uma prótese
Quis cravar os dentes nela
Pra mostrar que eu marco
Pra provar que eu mordo
Com dentes retos e poucos afetos
Ela não quisxxx  e falou:
Faixz axim não que goshto de colocar a língua no vão!
Que decepção!
A garota  sorriu e eu vi dentro dela
Talvez o riso mais profundo
Mastigou-me o juízo, triturou a minha paz
De que vale a boca dentada
Se eu cuspo e não mastigo nada?
E depois disso não sorrio mais
Que descepshição...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma andorinha só não faz verão


Andorinha fêmea procura pardal para constituir ninho de amor

Ela não aceita pretendentes andorinhas machos, pois os acha muito igual a ela, não oferecendo nada que ela não possa ver por si.

Cansou de esperar o sabiá com seu canto hipnotizante e seu peito amarelo... O sabiá canta sozinho. O belo cantor admirado, está condenado a ser bonito, cantador e desejado, o que não faz mais parte das intenções da andorinha que vive migrando em busca de condições de temperatura, pressão e tesão adequadas.

Também não irá cair nas garras de nenhum gavião, que vive de se alimentar e atacar todos os tipos de pássaros por aí. Não a interessam pássaros sem critério que só pensam em matar a fome.

Por fim deixa claro que não suporta os pombos e seus peitos protuberantes. Não venham arrulhar em seus ouvidos andorínicos! Pede para que caguem em outra cabeça- especialidade da espécie.  

Sempre sentiu atração por pardais, pelo alto grau de adaptação e pela despretensão à singularidade. São ágeis, livres, vagabundos, individualistas, todavia frequentemente andam em bandos. São belos, mas sem nenhum fru fru, não tem penas reluzentes, não são grandes predadores, mas são resistentes e persistentes. Há quem diga que eles até falam francês!
Par(da)le  français... Mon amour... Parle vous?

 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amar Elo

Amor dará
Amor dar-se-á
Amordaçará
Há mordaça

Amor dançará
Amor dá
Amo-te
Amortece
Amor tu dais
Mordais

Amanhece
Amo
Sem mais

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Succulenta


 

Desidratada 
Sedenta de palavra molhada
Seca a frase não diz
Coisa alguma
Ninharia de sentidos
Sentença rachada
No chão do significado árido
Oralidades, banalidades
Pouco a dizer
Se o termo é estéril
Ouvir é inútil
Carniça textual
Carcarás voam a míngua
Não há saliva na língua
Nada penetra a grossa camada
O sentido não vinga
Onde tantos às morrem de sede
Murchos, ávidos, pouco cálidos
Prefiro toda forma de expressão calada
E entre eu e o mundo: nada

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dreammond


Para onde José?
Venha me buscar
De cavalo preto fugiremos a galope
Pois já nos deixamos
Pois nada nos entorpe
     Sou sua mulher
       Sua utopia
           Ferida da alma
                Sou quem sacia
                      E agora José?                                 
                                   Se nós não morremos
                                De duro que somos
                       E tudo acabou
                           A doce inocência
                            O instante de febre
                                Do samba a cadência
                            E nós nem vivemos
                              O que fizemos José?
                           Se nós gritássemos
                           Se nós gemêssemos
                          Se nós trepássemos
                        Se nos amássemos
                 Amor já não há
                                             E agora ? E agora?
                               Se tudo se confunde
                  No vazio intenso da gente
        A festa acabou
      E nada ilumina
              Se não temos nome
                    Se não cumprimos a sina
             Não há o que beber
            Não há o que fumar
        Se tudo se mistura
Sentido não há
 José nem existe
Nem Chico
Nem Carlos
E agora eu?
        Se tudo que sinto
Se o que falo
   Já não era meu
               E a parede não era nua
          Se a biblioteca traiu
        Qual bicho do mato
             Com fome e no escuro
    Pergunto acuada
          E agora? Mais nada?
Vou correr
Vou marchar
   Vou esperar-te José
Em seu cavalo preto
Vou contigo e não abro
Mas José...
Para onde?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AjinoME


Lambe-me
Lábil  labor
E –L-A-B-O-R-A-D-O
Lick me
Labile and labor
Taste my flavor
DON'T BE B-O-R-I-N-G
Lecken mich
Warum nicht?
DAS IST NICHT P-O-R-N

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Carnal vão

Eu sambo sozinha e sem reclamar
Eu sigo o enredo em cima do salto
Já fui rainha da bateria
A que todos queriam
Mas solitária e só no sapato
Não sou mais realeza
Mas sigo a sambar
Com a força da perna e menos beleza
Com enredo na língua e muita destreza
Eu vou à frente e ouço a música
Não olho pra trás, pois
A bateria pode me atropelar
Eu sambo sozinha sem mestre sala
Na avenida eu cumpro o percurso
Danço bonito e todos me olham
Pensam que é assim que se deve sambar
Eu sambo sozinha
Mas quem não está?

domingo, 1 de janeiro de 2012

O CU DE DONA ALICE

Minha avó,  Dona Alice, querendo me aconselhar acerca do desejo desenfreado masculino, me contou um 'causo', que segundo ela teria acontecido com 'uma amiga próxima' dela:
- Amorzin, estive pensando....
- Fala Gerson! Cê sabe que não gosto quando você fica de 'prosa pelas metades'!
- É que não sei como você vai entender.
- Uai homi! Se você não 'desembuchar' eu não vou entender nada.
- Queria te pedir um trem. Na verdade é uma prova de amor. Muito dos meus amigos já pediram para as esposas...
- Uhm...
- Morzin meu, você podia me dar seu cu?
-Ah, é isso? Como você sabe disso? Achei que só eu sabia!
- Uai. Sabe como é homem né... No botequim os homens bem amados não cansam de se gabar do 'amor incondicional' de suas mulheres.
- Mas todas deram assim?
- Se todas deram, eu não sei, mas que eles se gabaram...
- Tá bom. Vou pensar. Mas isso não é algo que se faça exposição por aí! Além disso, quero procurar a minha médica, que poderá me ajudar.
- Jura morzão? Mas quando? Quando eu terei teu cu?
- Se tudo der certo, e a médica tiver horário para me receber, na segunda mesmo.
Gerson se preparou para o grande dia. Tinha ouvido toda espécie de história acerca do procedimento. Comprou vaselina, e, por via das dúvidas, levou em um pote banha de porco, que ele achava mais confiável e natural.
Enfim chega segunda-feira, Gerson trouxe vinho caseiro - ajudaria a relaxar os ânimos e musculatura da amada.
Chega então a mulher, pernas abertas, mancando, se apoiando na porta, na parede, na mesa.
-Que aconteceu 'muiédideus'? Que esta médica te fez?
- Uai, ela fez o que você tanto queria e me encheu a paciência a semana toda!
-Como assim muié?
-Pera aí que eu te mostro.
A mulher pega na bolsa um potinho com algo que lembraria um tomate cereja se víssemos separadamente da parte que claramente trazia terminações nervosas e sangue.
- Tái o cu que ocê tanto queria! Nunca entendi como ocê sabia que tinha este probleminha. Também achei estranho você querer isso aí. A médica perguntou por que queria levar para casa esta hemorróida, e eu disse que era para encarar a tinhosa frente a frente! Ela falou que devo evitar 'ter relação cocê’ por três meses no mínimo e que tenho que trocar o curativo duas vezes ao dia.
- Benzinho, como você teve coragem?
- Se você queria tanto uma parte de mim, ela é sua, mas não me venha com estas idéias de malandro de botequim, pois Gerson, hoje eu entendi que 'pimenta no cu dos outros é refresco'!
Diante de tamanha prova de amor, Gerson nada disse. Sabia que aquela mulher faria qualquer coisa para agradá-lo.
Vovó acabou o causo falando que as mulheres de antigamente faziam 'de um tudo' pelos maridos e pelo casamento.
Ainda bem que 'dar o cu' é mais fácil hoje... Mas já mostrava minha avó, que não é todo mundo que gosta e tem coragem.
Por coincidência meu falecido avô se chamava Gerson.
Acho mesmo que ele foi cremado com o cu da minha avó. Mas ela acha abuso eu perguntar essas intimidades.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aniversário




Morri um pouco hoje
Amanhã tenho que renascer
Talvez isso seja reencarnação
Nascer de novo na mesma carne
Todos entenderam errado
Até porque acreditam que estou viva
Amanhã eu reencarno
E serei um novo ser
Mesmo tendo morrido hoje
Logo ao acordar tenho que reaprender tudo
Num instante de segundo
Que me transporte a todo tempo que já passou
E me traga aqui
Mas renascida
Outra
Estranha
Esquecida
Hoje choro
Porque me amava
Só eu sei que morri
Pois minha carne
Reencarnada
É a aparência
Confortada
A todos que acham que me conheciam
E que nem ao menos sabem
Que eu já morri um dia

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ex-turbador




A palavra me violentou
Penetrou-me sem autorização
Estuprou os sentidos
Violou a mediação
E me rasgou inteira
Eu possuí a palavra
Sem autorização
Sem uso compartilhado
O erro grafado
Da palavra escrita
Trouxe à tona
Na grafia e no som
Violência explícita
O proibitivo “pornograenfiou”
E neste caso
Foi “estrupo” mesmo
Pois também estripou



domingo, 20 de novembro de 2011

MENtolado



Arte documenta

Dou cu menta

Dê o cu e minta

Refrescância

Arde menta

Coll Fresh

Cu fresco

Frescu

Frescura

Todo mundo tem

No fundo

Todos têm ranhura






Ludmila oze
ERVA DOCE



Proibido fumar



Consumir na forma de chá


EXPELIR AO URINAR

domingo, 6 de novembro de 2011

sopro




Tampando um buraco com poeira
O vento bateu
Espalhou tudo
E a cratera me sorri faceira

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

POEMA LATINO


La sangre corriendo
Palabras latinas
Un corazón latiendo
Ojos de un azul llorando
Pecho duro
El tiempo muriendo
Olvido la música
Escuchando el dolor
Presencia tuya
Dientes rectos
Sin puntas
Capítulo uno
Te quiero pajarito
Para volar en mi pecho
Mismo en secreto
Sin miedo ninguno
Te doy mi vida
Para que dibujes
Una nueva realidad
Sin tiempo o espacio
El mundo a caminar
En nuestros pasos
Sin lugar para llegar
Pues todo que hay
Soy yo en tus brazos

domingo, 23 de outubro de 2011

Ode a so(m)brinha



Eu nego a sina já escrita
E invento uma nova história
Com menos sofrimento e mais glória
Onde a vitória não é solitária
Eu nego a sina já escrita
Para ser a mocinha
Que ganha um beijo no final
Princesa de calças atrás de um príncipe assustado
Que sonha acordado e crê que se beijar pererecas no brejo
Um dia o amor verdadeiro o arrebatará
Pobre príncipe enganado
Eu vim para te salvar
Reinvento a história e crio uma nova sina
Onde a princesa de calças é na verdade a menina
Que ouve a trama e ao príncipe ama
Dorme sozinha e escreve uma vida
Onde será princesa, perereca, príncipe e menina destemida

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sonrisal ou A rosa brigou com o cravo?




O rapaz diz
Que da fruta
Comeu até o caroço
Mal sabe ele
Que só de ver a carne
Não se rói o osso
Hombridade
É o que esperava deste moço
Que da sua polpa
Só pôde me dar desgosto
Minha mãe já dizia
Maçã podre
Apodrece o cesto
Cesto inteiro podre
Apodrece o doce
O doce que como no dito
Acabou-se
Azedume da lembrança
Fruta madura na mão de criança
Só pode resultar lambança!
Quanto ao caroço (de manga - coração de boi)
Tomara que saia
Íntegro
Do processo digestório
E que não seja apenas
Uma mera diferença vetorial
De um supositório!

terça-feira, 7 de junho de 2011

O cravo brigou com a rosa?

Disse a rosa falante à planta carnívora:
Me coma, me coma, não me deixe ser sua amiga!
E a planta assustada buscava então algum romantismo
Enquanto a rosa aberta cuspia e gruía:
Me coma sem dó, vamos vá logo,
ouça e execute o apelo que lhe rogo!
Era muita pressão para um organismo do reino vegetal
Cuja pseudo-dentição só havia destroçado
toda classe desqualificada de pequeno animal
Mosca, mosquito, formiga, pulgão
Sabia bem como comer
Mal terminava a digestão
E já mirava outro ser
Mas uma rosa
Tão formosa
De tamanha perfeição
Que lhe implorava fogosa responsável atuação
Decepcionava a planta que dela esperava alguma afeição
A rosa sem rodeios falava ao sentimental comedor:
Não me queres? Não queres saber o gosto do meu odor?
À sua boca dentada me entrego, sem rodeios
Sem nenhum amor
Venha me mastigar, me despetalar, me sorver, me sugar
Acabe com meu ser
Nunca vi planta carnívora com frescura pra comer
Engula seu amor, seu afeto, seu querer
O que desejo é imoral, não me interessa a beleza
A nobreza do teu ser
Só abra a boca e me faça
Igual a mosca que você traça
A planta não conseguiu
Pois tamanha sorte
Travou-lhe o maxilar
E não permitiu o tão sonhado bote
A rosa linda, cheirosa e sedenta
Que todas as criaturas desejam
Continuou a ser o que se espera dela
Um símbolo intocável de beleza.


 

sábado, 28 de maio de 2011

Pós-mulheridade

Fui etéreosexual
Mas já passou


Pessoalmente
Acho os étersexuais
Conservadores


Os etnólogosexuais
phalocêntricos


Os ETsexuais
Muito ousados



E os Etceterasexuais
Continuam sempre lógicos



Procuro mesmo
Um eternosexual
pois tenho desejos
tal qual o poeta:
que não seja imortal
posto que é chama
mas infinito enquanto dure(o).

sexta-feira, 20 de maio de 2011




Ciclosmetricosretrogrados
Amorexistiumdia
Numdiaciclico
Nossosafetosmetricos
Tornaramoamoretrogrado
Confusosãomeusentidos
Confusãonamenteciclica
Valore(se)xistem
Sãoretrogradosdoquefui
Sãosaudososdoquequis
Acreditarquejasenti
Porquesabiaoqueramar
Seoamoreociclo
Querorecomeçarsemetrica
Semconceitualconsensual
Semsersosentidosentindosentidassim

sábado, 14 de maio de 2011

Não
A ti
Afeto
De(s)
Infecto
Pré
Sinto
De (s)
Afeto
Não
Sinto
Dor
De
Mais
Algo
Há
Mais
Nada
Certo

Adeus
Há?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não me deixem ser mal interpretada!!!!!





Baby, do you understand me now?
Sometimes I feel a little mad
But, don't you know that no one alive can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
'Cause I'm just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don't let me be misunderstood...

sábado, 9 de abril de 2011

Por pouco...


Eu que sou quase

Quase magrela

Quase que sou bela

Minha quase vitória

Nossa quase história

Quase tenho fé

No nosso quase amor

Até que um dia

Quase a gente case

Quase tenhamos filhos

Quase envelheceremos

Por um pouco

Quase que fomos a mesma coisa

Desta quase gente

Quase tudo igual

A não ser por estarmos cientes

Que nunca chegaremos ao nosso quase final ...

sábado, 26 de março de 2011



Cintia sentia

Era bonito quando as meninas riam
Riam as meninas da vida
Não importava onde estavam
As meninas sorriam
E como já dizia a música bela
A mocidade era assim vivida
Hoje acordei sorrindo
Levantei me lembrando dela
Ontem ela me ligou
Pra saber da vida
Pra saber se eu ria
E o meu coração sorrindo
Sabia que logo ali estava ela
Logo ali é só sentir
Logo ali é logo aqui
Sabiam as meninas
Por isso riam
Da mocidade que nunca se perdeu
De um sorriso que de tão dela era meu.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Almaresia sombria
Sóbria minha alma esquecia
Maresialma minha
Sombra do som que assovia
Alma sem brio
Som sublime
Sombrio
Soul bright
So bring me
The sun

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMim


Minar a resistência
Mais que: Mimar a existência
Meamar Memimar Memirar Meminar Meninar
Meminha Menina Metonímia Metotua

Metafísica
Medá Medo
Metortura Metontura Meteoro Mealinha

Meadoro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

AMador

Amedrontador
Ame
Outra
Dor
Ou
Não
Me
Ame
Don’t
Não me amedronte!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Escatológico


Feliz Ânus Novo
Este é o trocadilho
Feliz cada um com seu fundilho
Seja novo, decadente ou guardado
Prepare com muito cuidado
O caudilho traseiro para atuação
Haja cú para agüentar
Tanta bosta, fedor, podridão
Contraia o esfíncter para evitar
De na vida ser somente
Mais um cagão
Feliz Ânus Novo
É meu voto sem troca-troca
Um desejo tão realista que toca
No fundo do olho do furacão...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Olhar-me


No arco da Iris
No olho da luz
Um arco-íris
Psicológico
Psicodélico
Psicossomático
Psicotrópico
Psicótico
No id
No ego
No nervo óptico
Um arco-íris
Lógico
Esférico
Somático
Apático
No nervo Ártico
Longe do trópico
Um frio Antártico
Um olho entrópico
Um amor retórico
De pote de ouro
Tesouro utópico
Sarcástico...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Só rir



A vida sorriu quando me viu

E eu?

Sorri de volta pois estas coisas a vida nota

domingo, 22 de agosto de 2010


Hoje eu sonhei
E faz todo o sentido
Entendi no voo de um golfinho
Que o céu é o mar invertido.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Lu que ria



Quero beijar-te-me
Até que possas amar-me-te
Sei que pensas em amor e beijos
Mas também quer me ter
E meter-me-te.
Porque amor também é luxuria
E ria a Lú chula...
Chula poesia
E a Lú só ria...
Meter não pode rimar
Beijar também não faz amar
E a Lú (xuxu) ria...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Gosto da vida assim
Se me falta dindim
Sou doce que nem quindim
Ah ...Dindi...
Se soubesses o bem que te quero
Chega mais
Dá uma bocada
No meu bombocado
Ah... Dindi
Não precisa dindim
Libera a libélula
Voa e pousa em mim
Se um dia você for embora (voando) me leva?
Gosto da vida assim
É boa um bocado
Eu, você e o Tom Jobim

terça-feira, 29 de junho de 2010

Muiraquitã



\Batráquio \
\Respiração\
\Cutânea\
\Respiração \
\Batraquiônica\


\Insólito \
\Insosso\
\Sabor \
\Da mosca \
\Na mosca!\


\Batráquio\
\ Respiração \
\Insossa \
\Emoção\
\Respiração \
\Ofegante\
\Respiração \
\Contestante\
\Batráquio!\
\Comensal \
\Com horário \Bloco de texto
\Com diário\
\Com anos \
\Com ânus\
\Come junto\
\ Com sal \
\Respiração\
\cutânea \
\Com sal \
\Sufocante \
\Matou \
Batráquio...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Óbvio

Betina tinha uma botina batuta
Luis tem desvio no nariz
Taís vive a vida por um triz
Guta largou tudo e virou puta
Denis e Gina se casaram
Rosinha e Xana em união estável
Paulão ama Carvalho
E a vida então
é bem além do que preconiza
o Partido Social Cristão...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Verdazul





Na madrugada serenou
O carro tá cheio de pequeninas gotas
Faço um coração com o dedo no capô
Gosto de ser clichê
e de cortinas de crochê
Mas talvez mais clichê é o Criador
Que faz sereno no capô
E dedos com automatismos
Será um automatismo o amor?
Só sei que no meu coração de capô
a madrugada serenou.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Meunoel de Barros


"Lagartixas têm odor verde"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vista cansada

Existem marcas que eu sigo
Coisas que leio em meu corpo
Meu corpo? Meu livro!
Sensações, criações, aberrações
Se é sonho ou devaneio o que leio?
Se vivo o enredo que crio?
Sou autora, personagem, autor e livreiro
Sou o tudo aquilo que me creio
Sou na medida que me crio.

sábado, 30 de janeiro de 2010

VaVerde


Não sou madura
Sou verde
Mirim, infantil, poço de candura
Não amadureço
Não existe tempo de espera
Se estiver quente eu queimo
Se estiver frio me gela
Eu não cresço
Onde há mel me melo
Menininha sem gênero
Sem responsabilidade
Sem endereço
Sem grandeza de propósito
Sem sentido... Sentindo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Li Lã Bido

Lã Bida
Feita do melhor
Material para tricotar
Ponha as barbas de molho
E capa de chuva para não molhar
Bar e olho
Barulho
Baralho e shoyu
Show you?
And me?
Lambida
Say you
Sem mim
Seio e Caralho
Libido...
Start and fim.